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Primeiro Painel Tissue Online aborda como otimizar a produção da cortadeira

Especialistas falaram sobre a importância do treinamento operacional, o cuidado com a manutenção e as regulagens da máquina, e os melhores insumos e peças a serem utilizados para se ter um melhor desempenho de corte

Na última quarta-feira, 17, o Portal Tissue Online lançou sua nova plataforma de debate, o Painel Tissue Online. O primeiro programa teve como tema: Boas práticas para maximizar rendimentos e minimizar custos de produção da cortadeira.

A cortadeira é um dos principais equipamentos em uma linha de conversão de papel tissue, mas muitas vezes, ela não recebe a devida importância. No painel, especialistas falaram sobre a importância do treinamento operacional, o cuidado com a manutenção e as regulagens da máquina, bem como os melhores insumos e peças a serem utilizados para se ter um melhor desempenho de corte.

Participaram do primeiro Painel Tissue Online: Francisco R. Severino, especialista em máquinas de conversão da Fabio Perini; Alexandre Souza, gerente de vendas da Helsten; Odair Lopes, diretor da Lubmaster; e Wagner Geroldo, engenheiro de aplicação da Spraying Systems.

Francisco, que tem mais de 25 anos de Fabio Perini e é especialista em cortadeira orbital, usou sua experiência para dar recomendações aos gerentes de manutenção e de produção para que eles possam ter um melhor rendimento das cortadeiras. “As dificuldades estão na parte de gerenciamento, seria conhecer a cortadeira tanto na parte operacional como na parte mecânica, ou seja, de manutenção; conhecer a parte de parametrização da máquina, ajustes operacionais, desde regular uma prensa, regular uma aproximação de rebolo, ter esse conhecimento no dia a dia. E a parte de ajustes precisos, como: peças de reposições originais para ter uma qualidade, um ajuste do conjunto. Muitas vezes, a máquina não vai dar o rendimento necessário devido ao desgaste ou uma peça de má qualidade, não adianta fazer uma parte da parametrização se o ajuste da máquina não está adequado. Seguir protocolo de manutenção preventiva, ou seja, parada em torno de um mês dependendo da empresa, e verificar se é necessário fazer os ajustes, se é necessário fazer a troca de peças ou troca de conjuntos. E com esse conjunto fora da máquina, com uma oficina mecânica, você tem condições de preparar com melhor qualidade, ou seja, quando for colocar na máquina vai ser mais rápido, você vai garantir esse ajuste para permanecer uma frequência melhor quando o operador vai fazer toda a parametrização e garantir um desgaste melhor da lâmina”, explica.

Para isso, ele informa que é preciso acompanhar de perto todos os processos. “Você consegue, no final de cada turno, medir a faca e ter um controle muito rígido. Quem faz esse controle com certeza está tendo um espetáculo de corte. Hoje, nós temos upgrades de conjuntos com muita eficiência de acordo com a necessidade de cada cliente, conjunto com troca automática de lâminas, conjunto de troca automática sem vácuo, que dá uma estabilidade, reduz consumo de energia, e você consegue amenizar o tempo de máquina parada. Treinando a parte operacional, parte mecânica, tendo o pessoal qualificado para trabalha, porque é uma máquina que recebe o produto finalizado, ou seja, todo o processo de matéria prima, maculatura, cola, vai vir nessa máquina, vai finalizar o log”, acrescenta.

Em seguida, Alexandre, com mais de 20 anos de experiência em facas orbitais, defendeu a importância de controle e treinamento. “Isso sem dúvida é a chave do negócio no meu ponto de vista. E uma característica da indústria tissue é a rotatividade de mão de obra, de pessoal, a gente percebe que os clientes às vezes não conseguem formar um time coeso, de conseguir treinar aquele time, para aí sim começar a obter resultado, de implantação de controle e treinamento para o pessoal. Eu acho que esses são dois pontos fundamentais. Olhando com um olhar de fabricante de facas orbitais, na questão do controle, a gente sempre recomenda para nossos clientes que eles façam a verificação frequente do batimento lateral do cubo da máquina, onde vamos instalar o eixo onde se instala a faca. Porque é bastante comum a gente encontrar nos clientes os cubos muito maltratados, com batidas, deformações e isso obviamente vai influenciar no batimento lateral das facas; quanto maior o batimento lateral da faca, maiores serão os problemas relacionados ao corte”, observa.

Alexandre acrescentou que as cortadeiras modernas têm mecanismos de controles mais eficazes, o que propicia um melhor resultado. “Nas cortadeiras orbitais um pouco mais antigas, os mecânicos e operadores precisavam sempre ter um ajuste fino do ângulo de afiação da faca, corda, que é a penetração do rebolo sobre a faca, ângulo de saída e a própria aproximação do rebolo sobre a faca para exercer a fiação. Eu acho que de uma forma muito acertada a Fabio Perini, nas máquinas mais modernas, deixou esses ajustes praticamente fixos, ou seja, já vem de fábrica e o cliente hoje controla a pressão e penetração de rebolo. Isso são coisas que a gente precisa controlar, que influenciam diretamente na operação e no resultado de corte das facas, até no próprio rendimento, vida útil, entre outras coisas”, pontua.

Odair, com mais de 33 anos de experiência em lubrificantes, mencionou qual a melhor característica de lubrificante para criar uma película na faca, já que muitos fabricantes de tissue e convertedores utilizam vaselina liquida para fazer o processo de refrigeração. “A vaselina liquida é um óleo mineral branco, ela é a mais conhecida e a mais antiga utilizada. Ela tem boas características de oleosidade, inodora e quimicamente inerte, então é um produto que ainda se utiliza e ele tem um resultado satisfatório até então. Com o advento de importações, de outras matérias-primas que começaram a chegar no Brasil, a gente hoje tem acesso a outros óleos que são minerais também”, fala.

Segundo Odair, outros óleos podem atender a essa necessidade, desde que tenham características específicas. “A característica que eu entendo que é realmente importante é essa lubrificação, exatamente no ponto de atrito entre a faca e o papel, aonde o lubrificante precisa formar uma película para evitar esse atrito, não eliminar, mas pode reduzir muito. Tem outra propriedade que eu acho importante: evitar o acúmulo de resíduos na máquina, eventualmente onde houver questões de inflamabilidade. E a viscosidade, porque ela está ligada diretamente à retirada do material acumulado, eventualmente, ele consegue com essa rotação remover esses tecidos e fornecer também uma refrigeração, que eu acho que é uma característica também importante, porque a partir do momento que ele reduz o atrito, reduz o desgaste, também oferece uma redução na temperatura”, elenca.

Com cerca de 30 anos de experiência em pulverização, Wagner afirmou que o sistema de lubrificação muitas vezes é dispensado pelos convertedores. Assim, mencionou como é possível podemos usar esse sistema de forma otimizada para ter um melhor rendimento na lubrificação e, consequentemente, na cortadeira. “Muitas vezes, a ausência da lubrificação, ou até mesmo soluções caseiras – a pessoa põe bicos hidráulicos, bicos que são só os óleos sendo pulverizados ali de forma muito deficiente, numa vazão excessiva tendo problema de gotejamento, entupimento –, não ter a questão de muito óleo aplicado, orifícios muito pequenos, isso também vai gerando esses problemas de entupimentos, no geral, acaba tendo muito problema de baixo eficiência nessa aplicação”, defende.

Assim, existem soluções que podem ser utilizadas nesses processos que vão das mais simples às mais completas. “Substituindo essa aplicação de bico hidráulico, que é só o liquido pressurizado, e com isso, precisa ter orifício pequeno, tem os bicos atomizadores, além de ter o líquido pressurizado, tem o ar como um artificio de quebrar em gotas. Isso tem uma névoa na pulverização, essa névoa tem melhor dispersão na região da aplicação, ocasionando a diminuição no atrito. Você tendo uma melhor aplicação, tem diminuição no atrito, tem uma menor distribuição que vai gerar um resfriamento, que vai gerar gotas extremamente pequenas para ajudar nessa troca de calor que está ocorrendo, então o lubrificante, assim como a aplicação, é muito importante”, completa.

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